I Torneio AEC de Xadrez em Ponte da Barca
I Torneio AEC de Xadrez em Ponte da Barca
No passado sábado, 17 de maio de 2025, o Pavilhão Municipal de Ponte da Barca foi palco do I Torneio AEC de Xadrez, reunindo dezenas de alunos do 1.º ciclo das Escolas Básicas de Crasto, de Entre Ambos-os-Rios e Diogo Bernardes do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca.
Esta iniciativa, promovida pela Câmara Municipal em parceria com a Cooperativa Múltipla Escolha e com o apoio do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca, marcou o culminar do trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo nas Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) de Xadrez.
Este evento destacou-se como uma celebração do espírito desportivo, da concentração e do talento dos jovens alunos, reforçando a importância das atividades extracurriculares no desenvolvimento das competências dos estudantes.
O Diretor do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca endereça os parabéns a todos os participantes e vencedores deste primeiro torneio de Xadrez.
Feira Tradicional Escolar anima Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca
Feira Tradicional Escolar anima Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca
Nos dias 14 e 15 de maio, o Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca voltou a dar vida à sua já emblemática Feira Tradicional Escolar, recriando o ambiente das feiras de antigamente e envolvendo toda a comunidade educativa numa verdadeira celebração das tradições locais.
Ao longo dos dois dias, as Escolas Básicas de Crasto, de Entre Ambos-os-Rios e Diogo Bernardes, transformaram-se num autêntico mercado popular, com bancas coloridas, produtos regionais, trajes típicos e aromas que transportaram alunos, professores, assistentes operacionais e famílias para outras épocas. Não faltaram a animação e a venda de iguarias confecionadas pelas diversas turmas.
A iniciativa teve como principal objetivo valorizar o património cultural e promover o espírito de partilha, cooperação e pertença. O envolvimento entusiástico de toda a comunidade escolar foi essencial para o sucesso do evento, que se afirma cada vez mais como um momento alto do calendário letivo.
A Feira Tradicional Escolar é mais do que uma atividade — é uma experiência educativa viva, onde se cruzam saberes, gerações e memórias, contribuindo para a formação integral dos alunos e para o reforço da identidade local.
As Educadoras e Professoras agradecem a colaboração de todos, nomeadamente, da autarquia, dos assistentes operacionais, dos pais e encarregados de educação.
Exposição celebra património de Camões e de Vasco da Gama
Exposição celebra património de Camões e de Vasco da Gama
“Celebrando Vasco da Gama e Luís de Camões: o canto da viagem de Belém a Calecute” é o título da exposição que está patente ao público no átrio do bloco C da Escola Secundária de Ponte da Barca.
Inserida no âmbito das celebrações do V centenário do nascimento de Camões (1524-1580) e do V centenário da morte de Vasco da Gama, que aconteceu em Cochim (Índia), no dia 24 de dezembro do ano em que nasceu o nosso épico, a exposição centra-se na viagem da armada de Gama à Índia (1497-1498), “por mares nunca de antes navegados” (“Os Lusíadas”, I, 1), e no seu forte impacto global, na medida em que deu “novos mundos ao mundo” (II, 45) e ofereceu à Humanidade horizontes até aí impensados.
A caminho dos 527 anos da chegada da armada à Índia, que terá acontecido a 20 de maio de 1498, a mostra apresenta uma visita guiada a esta aventura, desde a partida no Restelo, em Lisboa, a 8 de julho de 1497, tendo como orientação o texto d’”Os Lusíadas”.
De facto, no seu projeto de exaltação do “peito ilustre lusitano” (I, 3), Camões escolheu este feito grandioso para ser a trave-mestra da sua epopeia, a ponto de a narração da viagem ocupar vários cantos da epopeia.
Na sessão de abertura participaram o Diretor do Agrupamento, Carlos Louro, e ainda Guilherme Silva, aluno do 12.º ano que faz parte do Conselho Geral. Nas suas intervenções, falaram da importância da viagem e do seu impacto científico e cultural e também da força do sonho e da resiliência para levar a cabo projetos relevantes.
Organizada pela Biblioteca Escolar, com recurso a materiais produzidos pela Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, a mostra contou com a preciosa colaboração das assistentes operacionais em exercício no bloco C.
Biblioteca Escolar
Escola dinamiza “Le jour de la France en Europe” com mostra dedicada a figuras francófonas
Escola dinamiza “Le jour de la France en Europe” com mostra dedicada a figuras francófonas
No âmbito da Semana da Europa, o grupo de Francês promoveu a atividade “Le jour de la France en Europe”, destacando-se uma exposição de trabalhos dos alunos sobre personalidades de expressão francesa. A iniciativa, integrada no Plano Anual de Atividades, visou valorizar a diversidade cultural europeia e incentivar a aprendizagem ativa da língua.
Aberta à comunidade educativa, a mostra apresentada num estendal reuniu trabalhos sobre figuras do mundo francófono em áreas como música, cinema, moda, gastronomia, ciência, política, artes e desporto. Para além do enriquecimento linguístico, o projeto promoveu o desenvolvimento de competências comunicativas, interculturais e de trabalho colaborativo.
A atividade enquadrou-se nos objetivos do Projeto Educativo da escola, contribuindo para a qualidade da ação pedagógica, o sucesso escolar e o envolvimento da comunidade. A forte adesão dos alunos e o interesse dos visitantes evidenciaram o impacto positivo da iniciativa.
L’école dynamise “Le jour de la France en Europe” avec une exposition dédiée à des figures francofones
Dans le cadre de la Semaine de l’Europe, le groupe de Français a organisé l’activité “Le jour de la France en Europe”, mettant en valeur une exposition de travaux réalisés par les élèves sur des personnalités francophones. Cette initiative, intégrée dans le Plan Annuel d´Activités, visait à valoriser la diversité culturelle européenne et à encourager l’apprentissage actif de la langue.
Ouverte à la communauté éducative, l'exposition présentée sur un fil a réuni des travaux sur des figures du monde francophone dans des domaines tels que la musique, le ciéma, la mode, la gastronomie, la science, la politique, les arts et le sport. Au-delà de l’enrichissement linguistique, le projet a favorisé le développement de compétences communicatives, interculturelles et de travail collaboratif.
L’activité s’est inscrite dans les objectifs du Projet Éducatif de l’école, contribuant à la qualité de l’action pédagogique, à la réussite scolaire et à l’implication de la communauté.
La forte participation des élèves et l’intérêt manifesté par les visiteurs ont mis en évidence l’impact positif de l’initiative.
Le groupe de Français
Candidatura ao Ensino Superior 2025 - apresentação da candidatura à 1.ªfase (21 de julho a 4 de agosto)
Candidatura ao Ensino Superior 2025 - apresentação da candidatura à 1.ªfase
(21 de julho a 4 de agosto)
"O prazo normal para a apresentação da candidatura à primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior inicia-se no dia 21 de julho e decorre até ao dia 28 de julho, para candidatos ao contingente para emigrantes e candidatos com pedido de substituição de provas de ingresso por exames estrangeiros, e até ao dia 4 de agosto, para os restantes candidatos."
Fonte: https://www.dges.gov.pt/online
Camões: Embarca Engenho e Arte – Edição 28
Camões: Embarca Engenho e Arte – Edição 28

Bem-vindos à Ilha dos Amores, morada dos heróis
Mas a Fama, trombeta de obras tais,
Lhe deu no Mundo nomes tão estranhos
De Deuses, Semideuses, Imortais,
Indígetes, Heróicos e de Magnos.
Por isso, ó vós que as famas estimais,
Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
Despertai já do sono do ócio ignavo,
Que o ânimo, de livre, faz escravo.
E ponde na cobiça um freio duro,
E na ambição também, que indignamente
Tomais mil vezes, e no torpe e escuro
Vício da tirania infame e urgente;
Porque essas honras vãs, esse ouro puro,
Verdadeiro valor não dão à gente:
Milhor é merecê-los sem os ter,
Que possuí-los sem os merecer.
[…] E fareis claro o Rei que tanto amais,
Agora cos conselhos bem cuidados,
Agora co as espadas, que imortais
Vos farão, como os vossos já passados.
Impossibilidades não façais,
Que quem quis, sempre pôde; e numerados
Sereis entre os Heróis esclarecidos
E nesta «Ilha de Vénus» recebidos.
Luís de Camões, “Os Lusíadas”, IX, 92-93; 95.
Depois de várias dificuldades em Calecute, os Portugueses iniciam a viagem de regresso à Pátria. Estamos em finais de julho de 1498.
É então que Vénus decide dar um prémio “bem merecido” aos corajosos navegadores pelos “trabalhos tão longos” (IX, 88), “Por mares nunca de antes navegados” (I, 1). Fá-los aportar a uma ilha paradisíaca, uma “ínsula divina” (IX, 21), povoada de ninfas amorosas que lhes deleitam os sentidos. Numa atitude estudada de sedução, as divindades fingem assustar-se com a presença dos marinheiros, mas logo se rendem aos encantos do amor.
Esta ilha “alegre e deleitosa” (IX, 54) não existe na realidade, mas na imaginação, no sonho que dá sentido à vida. O sonho que permite atingir a plenitude da Beleza, da Harmonia, do Amor, da Realização.
A grandeza épica da viagem também se mede pela grandeza do prémio, e esse foi o da imortalidade, simbolicamente representada na união homens-ninfas, fazendo-se juras de “eterna companhia, / Em vida e morte, de honra e alegria” (IX, 84). Quer dizer, os Portugueses deixam de ser simples mortais, transcendem a condição humana e recebem os dotes de uma experiência divina – são heróis: “[…] esforço e arte / Divinos os fizeram, sendo humanos” (IX, 91).
É a energia criativa do Amor que conduz os Portugueses à imortalidade. Não um amor qualquer, mas o Amor desinteressado, o Amor à pátria, o Amor ao dever, a capacidade de suportar todas as dificuldades, todos os sacrifícios. É esse Amor que liberta da "lei da morte".
Na Ilha dos Amores, temos a glorificação do “peito ilustre lusitano”, a vitória do génio humano e ainda a embriaguez dos sentidos. A Ilha é também a manifestação da Beleza de um mundo ideal, onde todos os que merecem são compensados pelo seu esforço, um mundo onde, lado a lado, se conjuga o terreno e o divino, o carnal e o espiritual. Ela é o restabelecimento da Harmonia, de modo que a consagração e a transfiguração mítica dos heróis apontam para a recolocação do Amor como centro da Harmonia e do Mundo.
Este regresso ao paraíso perdido remete, naturalmente, para a questão da autodeterminação humana e do orgulho humanista. A deificação dos homens elevados ao estatuto de deuses é uma ideia adequada ao impulso do Renascimento, que assistiu a um importante avanço no domínio do planeta por parte do Homem.
Assumindo a sua missão humanista, o Poeta, de forma pedagógica, não perde ainda o ensejo de tecer considerações sobre a forma de alcançar a Fama, ao exaltar o perfil dos que podem ser “nesta ‘Ilha de Vénus’ recebidos”, reiterando a importância de valores como a justiça, a coragem, o amor à Pátria, a lealdade ao Rei:
“Por isso, ó vós que as famas estimais,
Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
Despertai já do sono do ócio ignavo,
Que o ânimo, de livre, faz escravo.
E ponde na cobiça um freio duro,
E na ambição também, que indignamente
Tomais mil vezes, e no torpe e escuro
Vício da tirania infame e urgente;”
Tudo isto porque tais honrarias vãs não dão valor a ninguém: melhor é merecê-las sem as ter do que possuí-las sem as merecer…
A Organização
Semana da Europa
Semana da Europa
No âmbito da comemoração do “Dia da Europa”, 9 de maio, o grupo disciplinar de Geografia dinamizou de entre 5 e 9 de maio as seguintes atividades:
- exposição das bandeiras dos estados membros da União Europeia (UE), no recinto escolar da escola secundária;
- exposição de cartoons, no átrio do bloco B, que retratam a atual situação da UE;
- palestra, no polivalente da escola secundária, com o Doutor Rui Henrique Alves, professor catedrático da Faculdade de Economia do Porto, abordando a temática “Os jovens na Europa”;
- ementa temática nas cantinas do agrupamento alusiva a: Portugal, Espanha, Grécia, França e Itália.
O grupo disciplinar agradece a colaboração dos assistentes operacionais, Celeste Barros, Alexandra Faria, José Luís Rodrigues e Anselmo Miranda.
Um agradecimento ao Gabriel Lopes (10.ºC), que na palestra com a concertina tocou o Hino da Alegria, e à Mariana Gonçalves (11.ºC) que efetuou a apresentação do palestrante.
Face à atual conjuntura política o grupo disciplinar de Geografia considera que é importante os jovens se apropriarem dos desafios/oportunidades da inserção na União Europeia.
O grupo de Geografia
"OPINIÕES DE SEGUNDA" - “Sou estrangeira! E agora?”
"OPINIÕES DE SEGUNDA" - “Sou estrangeira! E agora?”
No Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca cerca de 12% dos alunos são estrangeiros, situação que representa um enorme desafio, nomeadamente em termos de acolhimento e de integração/inclusão.
É neste contexto que ganha toda a pertinência a crónica de Lurdes Silva e as considerações que partilha sobre esta problemática.
“Sou estrangeira! E agora?” – É mesmo para ler e pensar…
Convite aos Pais e Encarregados de Educação - Feira Tradicional Escolar
Convite aos Pais e Encarregados de Educação
Feira Tradicional Escolar
Caros pais e Encarregados de Educação
Temos o prazer de convidar todos os pais e encarregados de educação a participar na nossa Feira Tradicional Escolar, um momento de partilha, convívio e celebração das tradições da nossa terra!
Teremos bancas decoradas a rigor com produtos locais de qualidade e muitas outras surpresas preparadas com muito carinho pelos nossos alunos e professores.
A vossa presença tornará este dia ainda mais especial! Contamos convosco para enriquecer esta festa e fortalecer os laços entre escola, alunos e famílias.
Data:
- 14/05 - EB Diogo Bernardes (Praça da República)
- 15/05 - EB Crasto (Pátio) e Entre Ambos-os-Rios (Parque de Lazer)
Hora: Manhã
Camões: Embarca Engenho e Arte – Edição 27
Camões: Embarca Engenho e Arte – Edição 27

“Camões: Embarca Engenho e Arte” – O caminho da fama e da glória
Por meio destes hórridos perigos,
Destes trabalhos graves e temores,
Alcançam os que são de fama amigos
As honras imortais e graus maiores;
Não encostados sempre nos antigos
Troncos nobres de seus antecessores;
Não nos leitos dourados, entre os finos
Animais de Moscóvia zibelinos;
Não cos manjares novos e esquisitos,
Não cos passeios moles e ouciosos,
Não cos vários deleites e infinitos,
Que afeminam os peitos generosos;
Não cos nunca vencidos apetitos,
Que a Fortuna tem sempre tão mimosos,
Que não sofre a nenhum que o passo mude
Pera algũa obra heróica de virtude;
Mas com buscar, co seu forçoso braço,
As honras que ele chame próprias suas;
Vigiando e vestindo o forjado aço,
Sofrendo tempestades e ondas cruas,
Vencendo os torpes frios no regaço
Do Sul, e regiões de abrigo nuas,
Engolindo o corrupto mantimento
Temperado com um árduo sofrimento.
Luís de Camões, Os Lusíadas, VI, 95-97.
Depois de múltiplos contratempos, traições e perigos, a armada portuguesa, guiada pelo piloto melindano, avista Calecute, na Índia. A missão está cumprida e Vasco da Gama agradece a Deus:
“(…) Os joelhos no chão, as mãos ao Céu,
A mercê grande a Deus agradeceu” (VI, 93).
Concluída, epicamente, a viagem, o Poeta, assume, então, o seu papel humanista e intervém, de forma pedagógica.
Defende um novo conceito de nobreza, espelho do modelo da virtude renascentista: a fama e a imortalidade, o prestígio e o poder, adquirem-se pelo esforço pessoal – enfrentando batalhas e tempestades, desafiando “hórridos perigos”, suportando sacrifícios e privações, “Engolindo o corrupto mantimento / Temperado com um árduo sofrimento”.
Não se é grande, nobre, imortal, por herança, permanecendo no luxo e na ociosidade, nem pela concessão de favores se deve alcançar lugar de relevo. Pelo contrário! O verdadeiro valor das honras e da glória está em serem conseguidas por mérito próprio. O herói faz-se pela sua coragem e virtude, pela generosidade da sua entrega às grandes causas:
“Por meio destes hórridos perigos,
Destes trabalhos graves e temores,
Alcançam os que são de fama amigos
As honras imortais e graus maiores”…
Cabe a cada homem escolher o seu percurso de vida, fazendo valer a sua própria vontade.
A Organização
































