À descoberta da vida e da obra de Camões
À descoberta da vida e da obra de Camões
“À descoberta de Luís Vaz de Camões” foi o tema de uma sessão dinamizada pela Biblioteca Escolar com cada uma das turmas do 2.º Ciclo do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca.
O trabalho, desenvolvido em articulação com Apoio ao Estudo, aconteceu no âmbito das comemorações do V centenário do nascimento de Camões e, como é óbvio, procurou dar a conhecer os aspetos mais relevantes da vida e da obra do nosso épico, proporcionando um contributo para uma melhor compreensão do “Desfile de Carnaval” que, este ano, se inspira na figura e na criação artística do Poeta.
Num registo informal e muito próximo, os alunos entraram numa longa viagem, que começou a 23 de janeiro de 1524, data provável do nascimento do autor d’”Os Lusíadas”, e os conduziu até à atualidade, com início em Lisboa e passagem por Coimbra, Ceuta, pelo vasto Oriente (Goa, na Índia; Ormuz, no Golfo Pérsico – Irão; Ilha de Ternate, nas Molucas, hoje Indonésia; Macau, na China; delta do rio Mecom, no Vietname; Malaca, na Malásia) e pela Ilha de Moçambique, até chegarem, novamente, a Lisboa e à riqueza da sua obra intemporal.
Os mais novos ficaram ainda a saber que Luís de Camões é considerado uma das maiores figuras da Literatura, afirmando-se como símbolo de Portugal, de tal modo que, no dia da sua morte, que ocorreu a 10 de junho de 1580, se celebra o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Pode aceder aqui ao recurso utilizado nas sessões.
Biblioteca Escolar
3º encontro de ginástica acrobática
3º encontro de ginástica acrobática
Realizou-se, no dia 21 de fevereiro, o 3º encontro de ginástica acrobática, em Famalicão. Neste encontro estiveram presentes 5 escolas, do distrito de Braga e a nossa escola teve a participação de 29 alunas, das quais 3 juízes de prova.
Com demonstrações do nível elementar e avançado, em trios e pares, obtivemos um segundo e um terceiro lugar.
Parabéns a todas as participantes!
Greve Nacional dos trabalhadores da função pública | 26, 27 e 28 de fevereiro de 2025
Greve Nacional dos trabalhadores da função pública | 26, 27 e 28 de fevereiro de 2025
Informa-se a comunidade educativa que está convocada uma greve nacional da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais para os dias 26, 27 e 28 de fevereiro de 2025, cada um deles dirigido a uma das carreiras:
- 26 de fevereiro – Técnicos Superiores
- 27 de fevereiro – Assistentes Técnicos
- 28 de fevereiro – Assistentes Operacionais
Assim, o Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca vem por este meio alertar todos os pais e encarregados de educação para os cenários que podem ocorrer, nomeadamente o não funcionamento de atividades letivas.
Os pais e encarregados de educação devem estar precavidos para esta situação, confirmando nas portarias das escolas se estão reunidas todas as condições para o seu bom funcionamento e procurando, se necessário, as alternativas convenientes.
Apelamos à partilha desta informação pela comunidade para que a mesma seja bem difundida.
O Diretor,
Carlos Alberto Martins de Sousa Louro
Camões: Embarca Engenho e Arte – Edição 20
Camões: Embarca Engenho e Arte – Edição 20

Episódio do Velho do Restelo
Mas um velho, d'aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
Cum saber só d'experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:
“Ó glória de mandar, ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
Cũa aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!
[…] Não tens junto contigo o Ismaelita,
Com quem sempre terás guerras sobejas?
Não segue ele do Arábio a Lei maldita,
Se tu pola de Cristo só pelejas?
Não tem cidades mil, terra infinita,
Se terras e riqueza mais desejas?
Não é ele por armas esforçado,
Se queres por vitórias ser louvado?
Deixas criar às portas o inimigo,
Por ires buscar outro de tão longe,
Por quem se despovoe o Reino antigo,
Se enfraqueça e se vá deitando a longe;
Buscas o incerto e incógnito perigo
Por que a Fama te exalte e te lisonje
Chamando-te senhor, com larga cópia,
Da Índia, Pérsia, Arábia e de Etiópia!”.
Luís de Camões, “Os Lusíadas”, IV, 94-95; 100-101.
O “Velho do Restelo” constitui um episódio eloquente d’”Os Lusíadas”, com uma fortíssima mensagem política e filosófica.
Na Praia das Lágrimas, em Belém, no momento em que a armada de Vasco da Gama se preparava para zarpar, Camões coloca na boca de um “velho, d' aspeito venerando,” uma crítica muito forte em relação a tudo o que se está a passar: censura a “glória de mandar” e a “vã cobiça”, responsáveis por “mortes”, “perigos”, “tormentas”, “crueldades”, “desemparos”, “adultérios”, consumição “de fazendas, de reinos e de impérios”.
Pela boca do velho, o narrador aproveita, assim, para questionar a estratégia da expansão marítima até ao Oriente, manifestando, em alternativa, a predileção de determinados setores da sociedade portuguesa pela política africana: “Não tens junto contigo o Ismaelita / Com quem sempre terás guerras sobejas?”.
Esta é também a posição de Camões, apresentada na dedicatória ao rei D. Sebastião e nas estâncias finais d’”Os Lusíadas”, da nobreza e de uma parte da intelectualidade, na esteira de “Gil Vicente, Sá de Miranda, João de Barros, Damião de Góis ou António Ferreira.”
Ficcionalmente, este episódio acontece a 8 de julho de 1497. Na verdade, foi escrito mais de meio século depois, de tal maneira que, quando “Os Lusíadas” são publicados, em 1572, esta é uma aposta geoestratégica com muito peso.
À época, as dificuldades na Ásia portuguesa eram gritantes e a instabilidade dominava no Norte de África, situação que nos obrigava a estar muito vigilantes, não só quanto às praças que ainda nos restavam em Marrocos, mas até em relação ao próprio Algarve.
Neste contexto – escreve Isabel Rio Novo –, “o fanatismo do jovem rei e a sua obsessão pelo espírito de cruzada, cuidadosamente alimentada por uma certa franja da nobreza, foram, talvez, uma necessidade do tempo, com a qual Camões estaria essencialmente de acordo. Até porque, de certo modo, o projeto da conquista africana constituía uma possível solução para o beco sem saída em que a Índia se estava a tornar. Era o caminho que o Velho do Restelo apontava, contrapondo à conquista de um império comercial longínquo, consumirdor de ‘fazendas’ e de ‘reinos’, a possibilidade de ‘guerras sobejas’ contra um inimigo que estava ali ‘às portas’ e que era urgente combater.”
A expedição acabou mesmo por se realizar. Diogo Bernardes foi escolhido para acompanhar e cantar a vitória dada como certa. Camões também o desejou, mas não o conseguiu. Só que o sonho glorioso redundou na tragédia de 4 de agosto de 1578, em Alcácer Quibir…
“Assim que recebeu a notícia da derrota e da morte do rei, [Camões] rasgou as estâncias que tinha encetado quando a armada de D. Sebastião largara do Tejo. Quanto ao poema de Diogo Bernardes, não chegou a ser começado, porque o autor foi um dos prisioneiros”…
Tempos sombrios da História de Portugal. E também de Luís de Camões e do barquense Diogo Bernardes.
Fonte: Isabel Rio Novo, “Fortuna, Caso, Tempo e Sorte – Biografia
de Luís Vaz de Camões”, Lisboa, Contraponto, 2024, pp. 446, 467 e 544.
A Organização
Visita ao Theatro Circo
Visita ao Theatro Circo
No dia 11 de fevereiro, os alunos do 9.º ano da Escola Secundária de Ponte da Barca deslocaram-se a Braga para assistir à peça Auto da Barca do Inferno, a qual teve lugar no Theatro Circo. Durante esta visita, tiveram também a oportunidade de explorar este importante espaço cultural – um dos teatros mais emblemáticos de Braga –, o que poderá incentivar futuras participações em eventos culturais.
O principal objetivo desta iniciativa foi fomentar o gosto pelo teatro, incentivar a apreciação das artes cénicas e despertar o interesse por atividades culturais. Nesse sentido, e para aprofundar o conhecimento da obra, os alunos assistiram à encenação da peça de Gil Vicente, apresentada por uma magnífica companhia de teatro, o que lhes permitiu compreender melhor os seus temas, a crítica social e o contexto histórico. A experiência de ver a peça representada ajuda a refletir sobre as personagens, os cenários, a linguagem e a mensagem da obra. Embora a peça ainda não tenha sido estudada na disciplina de Português, esta ida ao teatro contribuirá, certamente, para um entendimento mais rico e envolvente da obra. A relação entre a teoria abordada em sala de aula e a interpretação teatral tornará a aprendizagem mais dinâmica e significativa.
No regresso, durante as aulas de Português, a experiência foi aprofundada através de debates e reflexões sobre os valores e críticas presentes na peça. Esta discussão ajudou os alunos a formar opiniões próprias e a prepará-los para uma análise mais profunda do texto quando for estudado, tornando a sua interpretação mais completa e envolvente.
A Organização: Maria do Carmo Lopes, Sheila Sousa e Armanda Costa
Projeto eTwinning: “Beauty and sights of my region!
Projeto eTwinning: “Beauty and sights of my region!
Trabalho realizado pelos alunos das turmas 7.º A e 9.º E na disciplina de Oferta Curricular Complementar.
Convite Especial – Desfile de Carnaval Escolar
Convite Especial – Desfile de Carnaval Escolar
Caros pais e comunidade em geral,
É com grande alegria que vos convidamos para assistir ao Desfile de Carnaval Escolar em Ponte da Barca! Venham celebrar connosco este momento de cor, alegria e fantasia, onde os nossos pequenos foliões irão encher as ruas de animação.
Data: [28 de fevereiro]
Hora: 10h30 Saída da EB Diogo Bernardes
Local: Ponte da Barca
Contamos com a vossa presença para tornar esta festa ainda mais especial!
Não percam!
Biblioteca da Escola Diogo Bernardes vai ser remodelada
Biblioteca da Escola Diogo Bernardes vai ser remodelada
O Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca acaba de ver aprovada pela Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) a candidatura apresentada no âmbito da modalidade “(re)Criar a Biblioteca”.
A aprovação deste projeto vai permitir uma intervenção de fundo na Biblioteca da Básica Diogo Bernardes, requalificando e reestruturando, de forma inovadora, as diversas áreas de trabalho, mediante a exploração de novas configurações do espaço, assentes na flexibilidade e na portabilidade.
O projeto submetido pela Biblioteca do Agrupamento – em articulação estreita com o Diretor e a Coordenadora interconcelhia da RBE – é um dos 30 aprovados no universo das candidaturas apresentadas a esta modalidade a nível nacional, tendo sido contemplado com o limite máximo do apoio financeiro possível, cerca de 40 por cento acima da média.
Num contexto complexo e de permanente transformação em que vivemos, a BE da Diogo Bernardes, passados 16 desde a sua integração na RBE, sofre, agora, uma remodelação, procurando manter-se atenta aos desenvolvimentos e desafios que a mudança incessante dos formatos, modelos e meios de acesso ao saber traz à aprendizagem escolar.
Com esta intervenção, ao nível do mobiliário e equipamento informático e ainda em termos de reestruturação das áreas funcionais, pretende-se garantir processos e estratégias que permitam à BE recriar novos contextos de aprendizagem e adaptar os seus recursos às efetivas necessidades dos seus utilizadores, facilitando o acesso ao livro, à informação e favorecendo ambientes amigos da construção do conhecimento.
Biblioteca Escolar
Camões: Embarca Engenho e Arte – Edição 19
Camões: Embarca Engenho e Arte – Edição 19

Ao Conde do Redondo, Vice-Rei da Índia
Aquele único exemplo
De fortaleza heróica e de ousadia,
Que mereceu, no templo
Da eternidade, ter perpétuo dia,
O grão filho de Thétis, que dez anos
Flagelo foi dos míseros Troianos;
Olhai que em vossos annos
Produze huma orta insigne várias ervas
Nos campos lusitanos,
As quaes, aquellas doutas protervas
Medea e Circe nunca conheceram,
Posto que as leis da Mágica excederam.
[…] O qual está pidindo
Vosso favor e ajuda ao grão volume,
Que agora em luz saindo
Dará na Medicina um novo lume,
E descobrindo irá segredos certos
A todos os antiguos encubertos.
[…] Ajudai quem ajuda contra a morte,
E sereis semelhante ao Grego forte.
Luís de Camões, em Garcia de Orta, “Colóquios dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia”, Goa, Ioannes de Endem, 1563. Disponível em http://purl.pt/22937, acedido em 14.02.2025
Este excerto da ode “Ao Conde do Redondo, Vice-Rei da Índia”, faz parte do primeiro poema de Luís de Camões impresso em letra de forma.
Também conhecido por “Aquele único exemplo...”, constitui o prefácio da obra, à época revolucionária, “Colóquios dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia”, da autoria do conhecido médico e botânico Garcia de Orta, publicada em Goa, a 10 de abril de 1563, pelo tipógrafo Ioannes de Endem.
Garcia de Orta vivia na Índia há mais de três décadas e, em Goa, desde 1538. Foi aqui que conheceu e travou amizade com Luís de Camões, a quem pediu para prefaciar o seu livro.
O poeta fê-lo com uma ode dedicada ao Conde do Redondo, D. Francisco Coutinho, Vice-Rei da Índia, de quem era próximo, pedindo-lhe, precisamente,
“[…] favor e ajuda ao grão volume,
Que agora em luz saindo
Dará na Medicina um novo lume,
E descobrindo irá segredos certos
A todos os antiguos encubertos”.
“A 5 de novembro de 1562, D. Francisco Coutinho assinou o alvará que concedia a Garcia de Orta os direitos de publicação do livro”, por considerá-lo “muito proveitoso”.
Este é, aliás, um período feliz da vida de Camões no Oriente. Durante o vice-reinado do amigo Conde do Redondo, o poeta conseguiu libertar-se da sua habitual condição de penúria, ao ser nomeado para o cargo de Provedor dos Defuntos em Macau.
Para além da ode que agora nos ocupa, “Ao Conde do Redondo, Vice-Rei da Índia”, que constitui o prefácio da obra de Garcia de Orta (Goa, 1563), durante a vida de Luís de Camões somente foram publicados “Os Lusíadas”, em Lisboa, em 1572, e mais dois poemas: uma elegia e um soneto, ambos integrando a “Historia da Prouincia Sancta Cruz”, de Pero de Magalhães de Gândavo, impressa em Lisboa, em 1576. A restante obra do Poeta, nomeadamente, a sua vasta produção lírica, só foi impressa depois da sua morte.
Quanto a Garcia de Orta, faleceu em Goa, em 1568, ano em que Camões inicia o seu conturbado regresso à pátria.
Morreu, mas não descansou em paz! E isto porque, num auto de fé realizado 12 anos depois, Garcia de Orta foi condenado “post-mortem” por judaísmo – os seus restos mortais foram exumados e os seus ossos queimados na fogueira.
Foi em 1580, o ano da morte, em Lisboa, do seu amigo Luís Vaz de Camões…
Fonte: Isabel Rio Novo, “Fortuna, Caso, Tempo e Sorte – Biografia de Luís Vaz de Camões”, Lisboa, Contraponto, 2024, pp. 355-369.
A Organização
Uma Explosão de Energia e Desporto na Escola!
Uma Explosão de Energia e Desporto na Escola!
No dia 12 de fevereiro, a nossa escola vibrou com a energia contagiante do Mega Sprinter, um evento que reuniu alunos de diversas turmas num dia dedicado ao desporto e à superação.
Velocidade, Salto em Comprimento, Quilómetro e Lançamento do Peso foram as modalidades que desafiaram os nossos alunos a darem o seu melhor, mostrando talento, determinação e espírito desportivo.
Na corrida de velocidade, a agilidade e a rapidez dos alunos impressionaram a todos, com cada um procurando alcançar a linha de chegada em primeiro lugar.
No salto em comprimento, a técnica e a força dos participantes se destacaram, com cada salto buscando alcançar a maior distância possível.
O quilómetro testou a resistência e a estratégia dos alunos, que superaram os seus próprios limites para completar a prova com garra e foco.
No lançamento do peso, a força e a técnica dos atletas brilharam, lançando o peso o mais longe possível.
O Mega Sprinter foi um sucesso absoluto, promovendo a prática desportiva, o trabalho em equipa e a convivência saudável entre os alunos. Agradecemos a todos os participantes, professores e funcionários que tornaram este dia inesquecível!
O Grupo de Educação Física

















