Aqui há Ciência - Porque é que um lápis colocado dentro de água parece partido?
Aqui há Ciência - Porque é que um lápis colocado dentro de água parece partido?
“Missão Sem Abrigo” – PORTO
“Missão Sem Abrigo” – PORTO
No sábado passado, dia 20 de janeiro, um grupo de alunos da turma C do 12.º ano, inscritos na disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, participaram numa missão solidária na cidade do Porto.
A atividade, intitulada “Missão Sem Abrigo”, foi articulada com a Comunidade dos Missionários Combonianos da Maia e consistiu na distribuição de alimentação, vestuário e produtos de higiene às pessoas em condição de Sem-Abrigo.
Ajudar aqueles que não têm acesso aos seus direitos mais básicos foi uma experiência inesquecível que proporcionou um horizonte mais amplo a nível cultural, histórico e social. Além disso, permitiu conhecer e conviver com pessoas e realidades diferentes, o que possibilitou alargar aprendizagens e competências.
Num mundo conturbado pela violência e desigualdades sociais, cabe a cada um de nós despertar para a realidade da pobreza. Através da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica e do Clube da Solidariedade e Voluntariado, tivemos a oportunidade de contribuir para ajudar as pessoas em condição de Sem-Abrigo, os mais vulneráveis da sociedade. Foi, sem dúvida, uma experiência enriquecedora, uma oportunidade para fazer a diferença na vida de alguém, dar um momento de carinho e conforto àqueles que pouco ou nada têm, para além de um sorriso.
Fomos muito bem recebidos, quer na Comunidade dos Missionários Combonianos da Maia, onde encontramos um ambiente acolhedor e onde tivemos importantes momentos de partilha, reflexão e convívio, quer na rua, pelas pessoas socialmente fragilizadas com problemas muito complexos de saúde física e mental, dependências e prostituição. Foram muitas as pessoas, nacionais e estrangeiros, que nos procuraram na busca de tudo aquilo que disponibilizamos, normalmente jovens.
Foi uma experiência para a vida que jamais esqueceremos e que desejamos repetir. Experiência que nos transforma por dentro, tornando-nos seres humanos melhores, e que nos transporta para a ação, na convicção de tornar o mundo melhor.
Alunos do 12.º C do Clube de Voluntariado e Solidariedade
1º Encontro de ginástica acrobática de nível introdutório
1º Encontro de ginástica acrobática de nível introdutório
Na quarta-feira, dia 31 de janeiro decorreu, no mini ginásio da Escola Secundária de Ponte da Barca, o primeiro encontro de ginástica acrobática de nível introdutório. Nesta atividade participaram alunos da Escola de Crasto e alunos da Escola Básica Diogo Bernardes, num total de 20 meninos e meninas com idades compreendidas entre 8 e 10 anos. A prova consistiu num circuito gímnico e numa figura acrobática, com equipas de 4 elementos.
Na assistência, estiveram presentes encarregados de educação e alunos do primeiro ciclo que apoiaram os seus colegas.
Agradecemos a colaboração da aluna Maria Lobo, pela sua arbitragem da prova, da qual se apuraram os três primeiros classificados:
Equipa Ouro: EB Crasto – Geovana; Matilde S.; Beatriz e Luísa
Equipa Prata: EB Diogo Bernardes – Maria João; Rodrigo; Luana e Joana
Equipa Bronze: EB Crasto – Rodrigo Silva; Sara; Mariana e Dinis
As professoras,
Ana Rita Santos e Mafalda Cardoso
A CANTIGA É UMA ARMA – “Que força é essa?”
A CANTIGA É UMA ARMA – “Que força é essa?”

“A Cantiga é uma Arma” desta semana é dedicada a uma das primeiras músicas de Sérgio Godinho, com uma clara orientação de protesto contra as formas de repressão impostas ao proletariado.
Falamos da canção “Que força é essa?”, que faz parte do LP de estreia "Os Sobreviventes", gravado em finais de abril de 1971, nos arredores de Paris, mas que só seria publicado no ano seguinte, em setembro de 1972.
Tal aconteceu por estratégia comercial da editora, a “Sassetti”, para não fazer concorrência ao LP "Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades", de José Mário Branco, que foi a grande aposta da casa para o último trimestre de 1971, a mesma altura em que a “Orfeu”, de Arnaldo Trindade, também editou os álbuns "Cantigas do Maio", de José Afonso, e "Gente de Aqui e de Agora", de Adriano Correia de Oliveira.
É neste contexto de grande agitação que vem a público mais uma voz de contestação ao regime, com “Os Sobreviventes” e a canção “Que força é essa?”, em que se lança um grito cívico de consciencialização e de revolta face à exploração dos trabalhadores.
“É de crer que Sérgio Godinho se tenha inspirado na situação concreta de exploração dos emigrantes portugueses em França (…), mas os principais destinatários da mensagem eram os que viviam cá dentro, sob a vigência da ditadura, ainda mais mal pagos, com piores condições de trabalho e menos direitos laborais.”
Não admira, por isso, que o álbum tenha caído nas garras da censura, “ao ser interditado três dias após o lançamento, sendo sucessivamente autorizado e novamente proibido.”
O sucesso de “Os Sobreviventes” foi, no entanto, imparável, recebendo o Prémio da Imprensa, em 1972, e o Prémio Bordalo, entregue pela Casa da Imprensa, em 1973, como "Melhor Disco Português do Ano" na categoria “Música”, “pelo seu triplo aspeto de qualidade, significação e consciente e eficaz trabalho de equipa”.
Mais de cinco décadas depois, “Que força é essa?” continua um grito intemporal de consciencialização face às injustiças e de revolta contra a submissão que “manda obedecer” e calar:
«Vi-te a trabalhar o dia inteiro,
(…) muita força p'ra pouco dinheiro!
(…) Que força é essa, amigo,
que te põe de bem com outros
e de mal contigo?»
Vamos, então, ouvir – e cantar – “Que força é essa?”, com Sérgio Godinho…
A Organização
Nunca mais para nenhum povo
Nunca mais para nenhum povo.
Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto e de todas as vítimas de todos os atentados aos Direitos Humanos.
27 de janeiro 2024
Conscientes de que é cada vez mais pertinente e oportuno fomentar a memória do Holocausto e promover a prevenção e o combate a todas as formas de discriminação, antissemitismo, xenofobia, racismo, homofobia e outras de desrespeito pela dignidade humana, a Escola Secundária de Ponte da Barca reitera o compromisso de promoção da Memória e do estudo do Holocausto, bem como da Educação para a Paz e para a Tolerância.
Entre os dias 27 de janeiro e 9 de fevereiro, estará patente no Bloco C a exposição: “Estrelas sem Céu. A Infância na Shoá”, produzida pelo Yad Vashem.
Partindo do passado doloroso que foi o Holocausto ou Shoá, pretende-se refletir sobre o presente angustiante que a todos deve inquietar.
A professora responsável
Maria José Gonçalves
Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril: “LIBERDADE É…”
Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril:
“LIBERDADE É…”
No âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, a Escola Secundária de Ponte da Barca assinalou o Dia Mundial da Liberdade (23 de janeiro) com uma reflexão sobre a Liberdade.
No início das atividades letivas, os alunos foram convidados a visualizar uma curta-metragem que explora o desafio da libertação das múltiplas amarras a que podemos estar sujeitos, seguindo-se um breve debate e o registo, numa tira de papel, de uma mensagem/ reflexão, dando continuidade à frase “Liberdade é....”.
Em termos genéricos, os trabalhos, que foram colocados numa tômbola, revelam uma apurada consciência cívica e uma noção muito clara dos direitos e deveres.
Entre as centenas de textos, há um que diz “não sei o que é”; alguns referem, de uma forma redundante, “Liberdade é… ser livre” ou, então, simplesmente, “poder fazer o que se quiser”; a maioria, porém, revela um bom nível de reflexão, com alusão a aspetos relevantes deste direito consagrado pelas sociedades democráticas.
Eis alguns exemplos dos textos que, entretanto, foram afixados num mural, à entrada do Bloco C da Secundária:
“Liberdade é… o direito de agir, pensar e expressar-se sem opressão ou discriminação”;
“Liberdade é… autonomia, autodeterminação, independência”;
“Liberdade é… como o vento, não podemos vê-la, mas podemos sentir a sua presença e o seu poder”;
“Liberdade é… responsabilidade”;
“Liberdade é… como o sol. É o bem maior do mundo!”;
“Liberdade é… essencial à dignidade humana, é um direito básico e uma pedra angular de uma sociedade feliz, autónoma e produtiva”;
“Liberdade é… ter a possibilidade de ser eu mesma, poder fazer escolhas e viver sem medo”;
“Liberdade é… um valor a que todos aspiramos, ainda que, no mundo que corre, não passe, cada vez mais, de uma aspiração inglória!?”;
“Liberdade é… um direito universal que concede ao homem a possibilidade de usar todas as suas capacidades para o bem de si e de todos”;
“Liberdade é… sermos nós próprios”;
“Liberdade é… é viver sem restrições”;
“Liberdade é… aproveitar a vida ao máximo, poder amar, escolher, opinar. Ser um homem que sabe cumprir tanto os direitos como os deveres”;
“Liberdade é… ter opinião própria, ter opção de escolha, decidir as minhas ações”;
“Liberdade é… felicidade”;
“Liberdade é… renegar a opressão. Rasgar as cordas que nos mantêm oprimidos. Ter uma voz própria. Ser feliz”;
“Liberdade é… um direito que devemos usar com responsabilidade”;
“Liberdade é… conquistarmos o que ainda não foi conquistado”.
Por esta amostra, é possível concluir que a comunidade discente da Secundária de Ponte da Barca tem plena consciência da importância desta conquista de Abril e da necessidade de se cultivar, permanentemente, o valor da Liberdade.
A iniciativa – que se integra num plano alargado de ações comemorativas da Revolução dos Cravos – partiu do Projeto Cultural de Escola, em articulação com a Biblioteca Escolar, e contou com a cooperação dos professores das diversas áreas disciplinares.
A Organização
Eleições para o Parlamento dos Jovens
Eleições para o Parlamento dos Jovens
Terminaram as votações, um êxito absoluto. Pela primeira vez na História do nosso Agrupamento, 5 listas apresentaram-se a concurso, 4 no Básico e 1 no Secundário.
Depois de uma disputada campanha eleitoral em que as listas utilizaram todos os expedientes ao seu dispor para fazer passar as suas ideias, os alunos puderam hoje, dia 26, concretizar o seu dever cívico,
Numa taxa de adesão de 71%, os votos ficaram assim distribuídos:
- Número de eleitores inscritos (Básico):268
- Número de votantes (Básico): 188
- Número de votos brancos: 1
- Número de votos nulos:8
- Lista D: 36 votos; 8 mandatos;
- Lista E: 22 votos; 4 mandatos
- Lista L: 76 votos; 10 mandatos;
- Lista R: 45 votos; 9 mandatos;
- Lista T (Secundário): 76 votos; 10 mandatos.
Relembra-se que os 31 deputados eleitos participarão num debate escolar na próxima quarta-feira, dia 31, pelas 14.30 horas na sala B6, onde escolherão os 3 deputados e o Projeto que representará o nosso Agrupamento na Sessão Distrital. A Sessão é aberta ao público. Compareçam!
"OPINIÕES DE SEGUNDA" - "Por que é que comunicar é tão difícil?!"
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Aqui há Ciência - Como produzir mais e melhores alimentos?
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A CANTIGA É UMA ARMA – “Desfolhada”
A CANTIGA É UMA ARMA – “Desfolhada”

A caminho dos 50 anos do 25 de Abril, continuamos a recordar um poema, uma canção e histórias associadas, que nos remetem para o ambiente cultural e político dos últimos anos da ditadura do Estado Novo e para a aurora da Liberdade e da Democracia.
Na edição 14 de “A Cantiga é uma Arma”, recuamos a 1969 e a uma canção que agitou a sociedade cinzenta e fechada de então, ajudando a abalar convenções, a inquietar mentalidades, a mudar pontos de vista.
Com letra de Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes, “Desfolhada” é uma canção interpretada por Simone de Oliveira, que, em 1969, venceu a VI edição do Grande Prémio TV da Canção, atual Festival RTP da Canção.
Representou Portugal no Festival Eurovisão desse ano, em Madrid, conhecendo grande sucesso, a ponto de se tornar num dos grandes temas de sempre da música portuguesa.
Apesar de não ter sido a primeira escolha dos autores para defender a "Desfolhada" no festival, sendo mesmo convidada em cima da hora, Simone de Oliveira é considerada a alma do êxito da canção, graças à força da sua interpretação e à frontalidade e coragem com que, naquela época, em direto e para todo o país, cantou, energicamente, que “quem faz um filho fá-lo por gosto”.
Numa sociedade cinzenta e fechada, em que a ditadura e os censores ditavam leis, o poema de Ary dos Santos e a atitude arejada de Simone fizeram estalar a polémica a nível nacional. E, indiscutivelmente, a “Desfolhada” tornou-se numa música que “abalou o País do respeitinho” e das aparências e acabou por ajudar a despertar espíritos, a inquietar mentalidades, a abalar convenções, a mudar pontos de vista. Tudo isto num período em que determinados setores da sociedade acreditavam que a ditadura teria direito à sua primavera, com Marcelo Caetano.
Mesmo assim, houve necessidade de fazer concessões… Em entrevista a Miguel Carvalho, para a revista “Visão”, Nuno Nazareth Fernandes reconhece que “a letra era forte, uma pedrada no charco”, e recorda que tiveram de mexer numa passagem: «Onde se escrevia “Oh minha terra / minha aventura/ casca de nós / desamparada” mudou-se para casca de…noz. “Casca de nós era o País, nós enquanto povo, desamparados”, explica o autor da música.»
Com uma coreografia cuidada, em que a própria cor dos vestidos de Simone e das duas coralistas é simbolicamente explorada no festival, a canção tornou-se um símbolo emblemático de um tempo novo.
No regresso de Madrid, do Festival Eurovisão, Simone de Oliveira foi recebida na estação de comboio de Santa Apolónia, em Lisboa, num ambiente de apoteose, com uma multidão a aclamá-la euforicamente e a cantar a “Desfolhada”:
Oh minha terra
minha aventura
casca de noz
desamparada.
Oh minha terra
minha lonjura
por mim perdida
por mim achada.
Vamos, então, ouvir – e cantar – “Desfolhada”, com Simone de Oliveira…
A Organização














































