Visita de Estudo ao “Estaleiro – Estação Científica de Ílhavo”
Visita de Estudo ao “Estaleiro – Estação Científica de Ílhavo”
No dia 16 de fevereiro os alunos de 12.ºano de Química e Biologia deslocaram-se a Ílhavo, a um espaço dedicado à divulgação da Ciência e Tecnologia o Estaleiro – Estação Científica de Ílhavo.
Tendo como cenário um espaço que remete para a atividade construção naval, onde surgem as salas “Casa das Máquinas”, “Casa do Leme”, “Messe” e “Ponte”, os alunos foram desafiados a realizar atividades no âmbito da gastronomia molecular e da robótica.
Com a orientação dos monitores da estação científica, exploraram as origens do conceito de gastronomia molecular, que tem como intuito conduzir o consumidor a uma viagem sensorial, preservando as propriedades nutricionais dos alimentos assim como o aumento da percepção degustativa. Os alunos tiveram oportunidade de conhecer as matérias-primas e diversas técnicas como as espumas e esferificação. Os nossos alunos arregaçaram as mangas e prepararam um polímero, mais precisamente esferas de alginato com centro líquido de groselha, por um processo de gelificação, passando-se posteriormente à degustação.
Os alginatos (hidratos de carbono de cadeia longa) são componentes das células de alguns tipos de algas, em particular das algas castanhas Phaeophyceae, sendo responsáveis pela sua estrutura e flexibilidade e impedem ainda que as algas sequem quando expostas ao ar na maré baixa.
O segundo desafio foi programar um robot (mBot) para responder a um comando de infravermelhos. Em grupos de trabalho, os alunos programaram em mBlock arrastando os blocos e encaixando-os na sequência correta. Após o upload do código no arduíno, os robots responderam com sucesso às funções programadas.
Os docentes e alunos agradecem aos monitores da Estação Científica de Ílhavo pela forma dinâmica a cuidadosa com que dinamizaram e mobilizaram para as diversas atividades.
"OPINIÕES DE SEGUNDA" - "Como vai o meu país?!..."
"OPINIÕES DE SEGUNDA" - "Como vai o meu país?!..."
Alunos mais novos debatem a Inteligência Artificial e o uso seguro da Internet
Alunos mais novos debatem a Inteligência Artificial e o uso seguro da Internet
O Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca assinalou o “Dia da Internet mais Segura” com um conjunto de sessões que mobilizou alunos dos 3.º e 4.º anos e ainda todas as turmas do 2.º Ciclo.
Dinamizadas pelos docentes do Grupo 550 (Informática), em articulação com a Biblioteca Escolar e os respetivos professores titulares, o trabalho decorreu ao longo da primeira quinzena de fevereiro e teve em vista a promoção da Cidadania Digital, alertando para o uso seguro da Internet e para o desafio da Inteligência Artificial (IA), que é o tema deste ano.
De uma forma interativa e com recurso a vídeos, foi abordada a questão da IA – a arte de tornar as máquinas capazes de raciocinar e tomar decisões como seres humanos” – e analisadas algumas das múltiplas situações do nosso quotidiano em que ela se encontra.
A este propósito, salientaram-se as vantagens, mas também os riscos que encerra, tais como a criação de dependência, levando as pessoas a perder capacidades que agora têm, a violação da privacidade e a sua utilização para o mal, como o “deepfake”.
Neste contexto, falou-se dos problemas de segurança e credibilidade das falsas notícias que surgem na Internet, mostrando-se como já é possível construir falsos vídeos com qualidade suficiente para enganar quem não seja capaz de questionar a veracidade daquilo que está a ver.
Outro aspeto sublinhado no diálogo com os mais novos teve a ver com o facto de a IA ainda não possuir qualidades e capacidades humanas, como a empatia, a criatividade e o pensamento crítico.
À conversa veio também o ChatGPT e a necessidade de aprofundar a autonomia e o espírito crítico, comparando sempre várias fontes de informação.
“O ChatGPT sabe muitas coisas e, se for bem usado, pode ajudar-nos. Mas não pode sentir se estamos alegres ou tristes, nem responder a uma piada que lhe dissermos com outra piada, nem muitas outras coisas que só um amigo humano consegue fazer”, eis a mensagem humanista que foi partilhada na parte final da sessão.
Recorde-se que o “Dia da Internet mais Segura” se assinala na primeira terça-feira de fevereiro de cada ano. Trata-se de um evento marcante que já vai na sua 21.ª edição, sendo, atualmente, comemorado em mais de 180 países e em todos os continentes.
A Organização
Aqui há Ciência - Estás apaixonado(a)? Há uma resposta bioquímica precisa?!
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A CANTIGA É UMA ARMA – “Tourada”
A CANTIGA É UMA ARMA – “Tourada”

Na edição 17 de “A Cantiga é uma Arma”, falamos de “Tourada”, uma canção de Fernando Tordo, com letra de Ary dos Santos, que venceu o Grande Prémio TV da Canção 1973 e, por isso, representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção 1973.
O tema teve um grande impacto, na medida em que a sua letra “foi claramente entendida em Portugal como uma metáfora/ alegoria em que se comparava a tourada ao decrépito regime ditatorial do Estado Novo”, sob a liderança de Marcelo Caetano.
Em termos globais, estamos perante uma forte crítica à sociedade portuguesa daquele tempo:
(…) "Entram velhas doidas e turistas
Entram excursões
Entram benefícios e cronistas
Entram aldrabões
Entram marialvas e coristas
Entram galifões de crista" (...).
“Na letra também se faz uma crítica ao snobismo e hipocrisia da sociedade”, às contradições existentes, “bem como aos lucros de alguns”:
(…) “Entram empresários moralistas
Entram frustrações
Entram antiquários e fadistas
E contradições
E entra muito dólar, muita gente
Que dá lucro aos milhões" (…).
A canção faz ainda referência irónica à chamada Primavera Marcelista, uma pretensa mudança efetuada no governo de Marcelo Caetano, e no ar fica uma inspiradora mensagem de esperança:
(…) “Com bandarilhas de esp'rança
Afugentamos a fera
Estamos na praça da Primavera
Nós vamos pegar o mundo
Pelos cornos da desgraça
E fazermos da tristeza graça” (…).

Estranhamente, a canção escapou à censura, à época chamada "exame prévio", que não conseguiu entender a crítica mordaz ao regime e ao Portugal de então: às suas hipocrisias e às suas contradições.
Mas se “Tourada” não foi censurada antes do festival, foi-o depois: vetada pelas rádios, acabaria por não se tornar num grande sucesso nesse ano de 1973.
A verdade, porém, é que, nas palavras do próprio Fernando Tordo, “Tourada” é uma canção que transpôs o limite da simples canção e passou “a entrar no âmbito de uma referência histórica do nosso país.”
Vamos, então, ouvir – e cantar – “Tourada”, com Fernando Tordo…
A Organização
"OPINIÕES DE SEGUNDA" - "O que é amar?"
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Aqui há Ciência - Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência
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Contratação de Escola 2023/2024 - Grupo de Recrutamento - 910 - Lista de Ordenação Final (09-02-2024)
Contratação de Escola 2023/2024
Lista Final de Ordenação de Candidatos (Horário n.º 20 – Grupo 910 – 9 horas)
Contratação de Escola com vista ao suprimento de necessidades.
Corta mato distrital
Corta mato distrital
Na quarta-feira, dia 7 de fevereiro, decorreu, em Caminha, o corta mato distrital. O agrupamento de escolas de Ponte da Barca, participou com 29 alunos do 4º ano ao 12º, em diferentes escalões. A prova teve início às 10.15h e término pelas 13.00h. Os alunos tiveram óptimas prestações, destacando-se um primeiro lugar, do Miguel Fernandes e um sexto lugar, da Matilde Sousa, do 5º e do 4º ano, respectivamente.
Na assistência, estiveram presentes encarregados de educação, alunos e os três professores acompanhantes.
O grupo de Educação Física
Mafalda Cardoso
A CANTIGA É UMA ARMA – “Cantar Alentejano”
A CANTIGA É UMA ARMA – “Cantar Alentejano”

A edição 16 de “A Cantiga é uma Arma” dedica a sua atenção a “Cantar Alentejano”, um tema de Zeca Afonso, que faz parte do álbum “Cantigas do Maio”, lançado no Natal de 1971.
Trata-se de uma canção que constitui uma sentida homenagem a Catarina Eufémia, uma jovem trabalhadora agrícola alentejana, natural de Baleizão (Beja), que, na sequência de uma greve de assalariadas rurais que reivindicavam melhores condições de trabalho, foi assassinada por um tenente da GNR, com três tiros quase à queima-roupa, pelas costas.
O assassinato aconteceu a 19 de maio de 1954. Catarina Eufémia tinha vinte e seis anos, era analfabeta, e deixou órfãos três filhos, um dos quais de oito meses.
As circunstâncias em que ocorreu a sua morte transformaram-na num símbolo da resistência à ditadura de Salazar, de tal modo que vários artistas prestaram-lhe homenagem com poemas e músicas.
É o caso de José Afonso, no álbum “Cantigas do Maio”, um trabalho inovador a vários níveis, gravado em outubro de 1971, nos Strawberry Studios, em França.
O disco foi proibido pela censura da Emissora Nacional, aquando do seu lançamento, sendo concedida uma exceção na “Rádio Renascença” à "Grândola, Vila Morena", canção que acabaria por ser uma das senhas passadas na rádio, na madrugada de 25 de Abril, avisando os revolucionários que as manobras podiam prosseguir em segurança…
Vamos, então, ouvir – e cantar – “Cantar Alentejano”, com Zeca Afonso…
A Organização





















